Panorama Estadual
IPEI 360°
Inteligência territorial e mapeamento profundo da Educação Especial em Alagoas. Identificação de gargalos e diretrizes para expansão.

Apresentação Técnica
Levantamento conduzido para identificar gargalos na Educação Especial de Alagoas. Foco na estrutura de suporte TEA, cruzando dados de matrículas e profissionais disponíveis.
Destaques
- 23 municípios em Crítico/Colapso.
- Gap médio de 103 alunos sem laudo.
- Sertão concentra 38% da urgência.
- Déficit de ~400 profissionais AEE.
MUNICÍPIOS
102
mapeados
CRÍTICOS
23
urgentes
Abrangência da pesquisa
Municípios em colapso
PROF. AEE
519
profissionais
IC MÉDIO
30.6
índice estadual
Corpo técnico especializado
Score de prontidão escolar
DOCENTES
34.092
total rede
MATRÍCULAS
13.768
TEA/DEF
Professores em regência
Alunos identificados
GAP ESTIMADO
10.485
sem laudo
CENTROS REF.
8
estruturados
Déficit de diagnóstico
Unidades de suporte
Análise Geográfica Sincronizada
Território Estadual
Inteligência Estatística Consolidada
Status dos Municípios
A análise revela um cenário preocupante: apenas 4,9% dos municípios alagoanos possuem estrutura adequada (Moderado) para atendimento de pessoas com TEA. A grande maioria, 72,5%, está classificada como Alto, indicando necessidade de melhorias significativas. Os 22,5% em situação Crítica ou Colapso demandam intervenção urgente do poder público.
Top 5 Municípios (Índice IC)
Palmeira dos Índios lidera o ranking estadual com IC de 71.4, seguido por São Sebastião e Girau do Ponciano. Estes municípios podem servir como modelos de boas práticas para os demais. Nota-se que os 5 melhores estão concentrados nas regiões Agreste e Zona da Mata, indicando que a proximidade com centros urbanos pode influenciar positivamente a estrutura de atendimento.
Professores AEE por Região
A Região Metropolitana concentra 41% de todos os professores AEE do estado (215 de 519), apesar de ter apenas 10 municípios. Isso evidencia uma grave desigualdade na distribuição de profissionais especializados. O Sertão, com 26 municípios, possui apenas 77 professores AEE, uma média de apenas 3 por município.
Matrículas vs. Gap (Top 10)
Este gráfico revela a relação entre matrículas efetivadas e o gap de diagnóstico. Municípios com barras maiores possuem maior número de pessoas potencialmente com TEA que não estão identificadas no sistema educacional. Maceió lidera em números absolutos devido à sua população, mas proporcionalmente o interior apresenta gaps mais críticos.
Índice IC vs. Matrículas
A dispersão dos pontos mostra que não há correlação direta entre número de matrículas e qualidade do atendimento. Municípios com muitas matrículas podem ter IC baixo por falta de estrutura proporcional. Os pontos verdes (Moderado) estão concentrados na faixa de IC acima de 50, enquanto os vermelhos (Colapso) estão todos abaixo de 15.
Top 10 Municípios por Gap de Diagnóstico
Maceió apresenta o maior gap absoluto (1.580 pessoas), seguido por Arapiraca (420). Estes números representam cidadãos que potencialmente têm TEA mas não estão identificados ou matriculados. A soma do gap dos 10 maiores representa 45% do gap total do estado, indicando que ações focadas nestes municípios teriam alto impacto.
Distribuição do Índice IC
A distribuição mostra que a maioria dos municípios (56) está concentrada na faixa de IC entre 20 e 40, caracterizando nível Alto de carência. Apenas 8 municípios ultrapassam IC 50 (Moderado). A curva assimétrica à esquerda indica que o estado como um todo está abaixo do ideal, com média de 30.62.
Mapa de Calor: Região vs. Status
| Região | MODERADO | ALTO | CRÍTICO | Colapso |
|---|---|---|---|---|
| Sertão | 2 | 14 | 9 | 1 |
| Agreste | 1 | 22 | 4 | 1 |
| Zona da Mata | 1 | 19 | 4 | 0 |
| Região Metropolitana | 1 | 8 | 1 | 0 |
| Litoral | 0 | 11 | 2 | 1 |
O cruzamento entre região e status revela padrões claros: o Sertão concentra a maior quantidade de municípios críticos (9) e em colapso (1), totalizando 38% dos casos urgentes do estado. A Região Metropolitana é a única com zero municípios em colapso, mas ainda assim possui 8 em nível Alto.
Proporção Aluno/Professor AEE por Região
A OMS recomenda proporção máxima de 15 alunos por professor especializado. Nenhuma região de Alagoas atinge este padrão. A Zona da Mata apresenta a pior proporção (36:1), mais que o dobro do recomendado, indicando sobrecarga extrema dos profissionais.
Correlação: População Estimada TEA vs Matrículas Efetivas
A diferença entre as linhas representa o gap de diagnóstico. Em todas as regiões, as matrículas efetivas são significativamente menores que a estimativa populacional, indicando subnotificação sistemática em todo o estado.
Déficit de Professores AEE por Região
Para atingir o padrão internacional, Alagoas precisaria de aproximadamente 918 professores AEE, mas possui apenas 519. O déficit de 399 profissionais é mais acentuado no Agreste (faltam 154) e Sertão (faltam 63).
Comparativo das Regiões em 5 Dimensões
O gráfico radar permite visualizar o perfil de cada região. A Região Metropolitana lidera em infraestrutura mas tem IC médio baixo devido à alta demanda. O Sertão apresenta o perfil mais crítico, com deficiências em todas as dimensões analisadas.
